quarta-feira, 6 de julho de 2011

Absurdo




Como a humanidade
Tem uma inaceitável dificuldade,
Em determinar o que é justo!!!
Sacrificou completamente esse conceito.
E a que custo!
Estuprou-o no inconcebível leito
Da conveniência.
Que indecência!


Em toda a minha vida ouvi sempre:
“Ele é bom, vai entender”
“O Claudio é legal, vai compreender”.
Isso me faz ranger os dentes!

Não! Não entendo!
Não! Não compreendo!
Cansei de me deixar magoar
Por pessoas que não querem me enxergar.

Quero o que me é de direito,
Fruto preciso do que me vai no peito.
Não aceito mais a colheita pela metade.
Quero respeito para o que em mim, arde.

Quero sim, o tratamento que mereço.
Exatamente com a qualidade do meu apreço.
Não posso me nivelar
Com o que me tira o ar.

Sei muito bem que sou diferente.
Penso por toda a gente.
Preocupo-me com todos,
Ouço atentamente os loucos.

Saio em auxílio de qualquer pessoa,
Não só das autointituladas “boas”.
Movo céus e terras.
Aconselho-me nas serras.

Sempre com o braço estendido,
Atento, também, ao que está escondido,
Sou porto seguro,
Para quem viu ruir seu muro.

As sementes que espalho são raras.
São-me muito caras.
Não permito mais que maculem seus frutos.
Repito: só exijo o que me é justo.





Vídeo indicado:
Indispensável –

“Novamente”
Ney Matogrosso
http://www.youtube.com/watch?v=dNiVLYWLg6w


Hoje é aniversário de "Estrela"
Minha companheira canina
 - 14 anos -

Um comentário:

MARILENE disse...

E que se faça justiça! Quem não deseja estar ao lado dos bons, que siga seus caminhos. Que passe sem olhar. Isso não vai machucar mais que a dor do desrespeito.

Muito bom seu poema.